sábado, 26 de julho de 2014
Poema é vida!!
Olá pessoal, em muitos lugares tem seminários de poemas e sarais. Algumas pessoas participam deles e outras somente gostam de ouvir poemas. Bom, eu amo poemas, tanto escrevo quanto leio. Meus autor favorito é Pedro Bandeira.
Enfim, poemas são legais, bom pra expressar sentimentos e escrever em rimas o que você não pode contar para as outras pessoas ou o que não consegue expressar em fala. Poema é como você sangra sem expelir sangue. É como sua alma joga no papel toda dor que ela está sentindo e mesmo quem não escreve, tem o prazer de ler o deleite de belas palavras que outra pessoa escreveu. Poema é a forma mais perfeita, particularmente falando, de expressar sentimentos e definir emoções. E é com esse tema que vim falar hoje.
Aqui estão alguns dos meus poemas favoritos, alguns já recitei, outros somente adoro ler e os acho magníficos:
Quem sou eu?
Eu às vezes não entendo!
As pessoas em um jeito
De falar de todo mundo
Que não deve ser direito.
Aí eu fico pensando
Que isso não está bem.
As pessoas são quem são,
Ou são o que elas têm?
Eu queria que comigo
Fosse tudo diferente.
Se alguém pensasse em mim,
Soubesse que eu sou gente.
Falasse do que eu penso,
Lembrasse do que eu falo,
Pensasse no que eu faço
Soubesse por que me calo!
Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou!
-Pedro Bandeira
Namoro Desmanchado
Já não tenho namorada
E nem ligo para isso
É melhor ficar sozinho
Namorar só dá enguiço.
Eu conheço meus colegas
Sei que vão argumentar
Que pra não ser mais criança
É preciso namorar.
Mas a outra só gostava
De conversa e de passeio
E queria que eu ficasse
De mãos dadas no recreio.
E ali, sentado e quieto
No recreio da escola
De mãos dadas feito bobo
Vendo a turma jogar bola
Gosto mesmo é de brincar
Faça chuva ou faça sol
Namorar não quero mais.
Eu prefiro o futebol.
-Pedro Bandeira
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem”.
-Manuel Bandeira
A Boneca
Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca ...
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca ...
- Olavo Bilac
Soneto de Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
-Vinícius de Morais
O ronron do gatinho
O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.
- Ferreira Gullar
Então gente, é isso, espero que tenham gostados dos poemas que eu escolhi, que por acaso são meus favoritos. Comentem e deixe sua opinião. Adoraria saber quais poemas vocês gostaram, quais não gostaram e os seus favoritos. :)
-Vitória
Assinar:
Postar comentários
(Atom)
Postagens populares
-
Olá pessoal, em muitos lugares tem seminários de poemas e sarais. Algumas pessoas participam deles e outras somente gostam de ouvir poemas...
-
Olá queridas leitoras, tudo bem? Bom gente, hoje venho com um assunto que as garotas amam amar: maquiagem! Maquiagem por si aborda vários ...
-
O inverno chegou, hora perfeita para usar um batom que tenha um tom mais escuro e marcante na hora de exibir seus lábios... Aqui vai algu...
-
A amizade consegue ser tão complexa... Deixa uns desanimados, outros bem felizes... É a alimentação dos fracos É o reino dos fortes ...
Postagens
Contatos *u*
Pesquise
Dona do blog *u*
Dona do blog *u*
Sou Iara Vitória, tenho 14 anos e sou Cearense com muito orgulho! Sou fã das bandas One Direction e Fifth Harmony, da cantora Demi Lovato, do ator/dançarino/cantor Ansel Elgort e dos meninos da antiga Magcon. Gosto de ler (e muito!), de aconselhar e escrever textos e poemas. Irei assinar como -Vitória
Participe!!
Tecnologia do Blogger.

0 comentários:
Postar um comentário